Da Redação
O quarto envolvido no assassinato do advogado Manoel Mattos, em 24 de janeiro em Pitimbu, foi preso por volta das 15h desta sexta-feira (13) no município de Itambé (PE). O irmão do dono da arma, Cláudio Roberto Borges, conhecido por Claudinho, é acusado de ser um dos mandantes do crime.
De acordo com o delegado que está à frente do caso, Walter Brandão, Claudinho já respondeu por duas ações penais e havia sido acusado pelo próprio advogado e é insistentemente apontado por José Parafina, que foi preso no último dia 6, acusado de ser um dos executores.
Ainda segundo o delegado, a prisão preventiva do acusado foi expedida pela Juíza de Caaporã, Daniere Ferreira. O quarto acusado pelo crime que envolve denúncia de grupos de extermínio foi encaminhado para a Central de Polícia, onde prestará depoimento.
Caso Manoel Mattos
O advogado Manoel Mattos foi executado na praia do Marisco em Pitimbú no dia 24 de janeiro. As testemunhas disseram que dois homens encapuzados e armados com pistola calibre 12 chegaram a pé e invadiram a casa enquanto parentes e amigos festejavam. Os bandidos renderam todos que estavam no local, levaram o advogado para o lado de fora da casa e dispararam dois tiros, um atingiu o peito e outro a cabeça. Eles fugiram sem levar nada do local.
Além de Claudinho, já foram presas outras três pessoas na operação conjunta entre as polícias civil e federal: o soldado Flávio Inácio Pereira, Zé Parafina, que seria um dos encapuzados e José Nilson, o dono da arma que matou o advogado.
O advogado era vice-presidente do PT estadual em Pernambuco e já vinha sofrendo atentados por ser um dos denunciantes de um grupo de extermínio na divisa de Pernambuco e Paraíba e por isso ficou sob escolta policial durante um ano.
O governador Cássio Cunha Lima fez pedido ao Ministério da Justiça para que a investigação da morte do advogado Manoel Mattos seja “federalizada” e dessa forma que fique a cargo da Polícia Federal.