Da Redação
O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Luiz Silvio Ramalho Júnior, declarou em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (10) que alguns setores do Tribunal terão que fechar as portas caso tenha que cumprir todas as exonerações determinadas pelo relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e espera poder manter uma parte dos funcionários.
Segundo ele, a situação no TJ é muito complicada e ele espera que o CNJ libere a permanência de pelo menos 20% dos servidores cedidos. Ramalho disse que sem eles, o setor médico, apontado pelo relatório como o mais inchado, com 80 funcionários, teria que fechar as portas por falta de condições de atender as pessoas.
O presidente enfatizou que estes funcionários emprestados não inviabilizam a chamada de concursados, pois trabalham em outro tipo de serviço. E garantiu que sempre que uma vaga é aberta o Tribunal convoca um aprovado no último concurso.
Sobre os processos atrasados, Silvio Ramalho, disse que o TJ já vem fazendo mutirões em várias comarcas para deixar o andamento em dia. Ele disse que pretende atender todas as exigências feitas pelo CNJ dentro dos prazos estipulados.
O desembargador ainda falou sobre o nepotismo, foi feito o cruzamento de sobrenomes e o TJ vai começar a exonerar. Outro assunto abordado na coletiva foi o contrato com a Codada, que, segundo ele, está sendo analisado com cuidado antes que qualquer decisão seja tomada.
Inspeção
O relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a respeito da inspeção feita na Justiça Comum do Estado em maio deste ano, foi disponibilizado na manhã desta quarta depois de aprovado, por unanimidade, pelo plenário do Conselho. O texto foi apresentado pelo ministro-corregedor Gilson Dipp.