
Carlos Mangueira afirmou que órgão levará cerca de 6 meses para se rearfirmar
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Karoline Zilah
Os 124 aprovados no concurso da Companhia Estadual de Habitação Popular (Cehap) já podem se apresentar para assinar o contrato de trabalho. O problema, segundo o presidente do órgão, Carlos Mangueira, é que não há funcionários para efetivar as contratações.
“Provavelmente, eles terão que ser recebidos pelos próprios diretores, inclusive por mim, porque o Departamento de Pessoal não existe mais”, comentou em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (13).
De portas fechadas, a previsão é de que a Cehap leve de seis a oito meses para que seja “recriada”. Este seria o tempo necesário para treinar os novos funcionários e, finalmente, conduzi-los aos seus postos de trabalho.
A situação de caos será discutida com o governador José Maranhão (PMDB) ainda nesta terça-feira (13). É ele quem deverá dar a palavra final sobre o que será feito para reativar a Cehap.
Ainda segundo Carlos Mangueira, a companhia teve que suspender os serviços depois de cumprir ação judicial do Ministério Público do Trabalho e demitir 73 servidores comissionados, que ingressaram sem concurso público.
O presidente da Cehap também comentou que os classificados no concurso ocorrido em fevereiro já poderiam ter procurado o órgão desde o dia 6 de outubro. Contudo, Mangueira considerou que os 124 aprovados deveriam ter sido convocados gradualmente, para que houvesse tempo para treiná-los. A homologação do resultado foi publicada no Diário Oficial do Estado, no dia 30 de setembro.
Carlos Mangueira afirmou que não tem previsão de quando a Cehap vai abrir as portas novamente para o atendimento ao público e quando vai retomar os serviços de construção de moradias populares.