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Consciência Agora

Consciência Agora - Angélica Lúcio

Por Angélica Lúcio

Email: angelicallucio@gmail.com

Angélica Lúcio é editora-executiva do Jornal da Paraíba e acredita que todos podem contribuir para um mundo melhor.

Livro publicado pelo Ipea aborda a importância da avaliação das ações sociais nas empresas

06/09/2010 10:27

Cultivando os Frutos Sociais: A Importância da Avaliação nas Ações das Empresas é o título de um livro publicado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), sob a coordenação de Anna Maria T. Medeiros Peliano.

Os investimentos das empresas em ações sociais têm sido acompanhados pelo Ipea há, mais ou menos, uma década. Segundo a publicação do instituto, embora caiba ao Estado atuar na área social, é considerável a ação das empresas e de entidades sem fins lucrativos em favor das populações mais pobres.

Para a pesquisadora Anna Maria Peliano, três razões básicas levam as empresas a investirem em causas sociais: filantropia, interesse próprio, o que impacta nos negócios, e pressão da sociedade. Muitos empresários querem retribuir o que ganharam. Outros planejam agregar valor aos negócios e diferenciar a sua marca

Entre 2004 e 2006, por exemplo, aumentou de 59% para 69% a taxa das empresas que investiram R$ 5,5 bilhões nesse tipo de ação. Apesar disso, poucas empresas se interessam em saber o resultado de tais investimentos. E é justamente a investigação desse fenômeno o que propõe os pesquisadores do Ipea.

Embora seja pequeno o número de empresas que monitoram suas ações, o livro é uma importante contribuição ao debate e à tomada de consciência sobre um novo posicionamento das companhias, para que persigam a eficiência em seus projetos sociais com o mesmo afinco com que conduzem seus negócios.

O livro Cultivando os Frutos Sociais... pode ser baixado no site do Ipea(www.ipea.gov.br), na seção Publicações

Postado por: Angélica Lúcio

Coma um Big Mac pelas nossas crianças e adolescentes com câncer

27/08/2010 14:30

Você pode até não gostar de Big Mac. Você pode até não conhecer nenhuma criança com câncer. Você pode até mesmo detestar os engarrafamentos provocados por essa ação. Esqueça tudo isso! O que vale mesmo é ajudar, é divulgar a ideia, é informar aos amigos, conhecidos, parentes e aderentes que, neste sábado (28), acontece mais um McDia Feliz – a maior campanha em prol de crianças e adolescentes com câncer no Brasil.

Em sua 22ª edição, o McDia Feliz vai reverter toda a renda (exceto impostos) obtida com a venda de sanduíches Big Mac para 58 instituições do país que atuam para aumentar os índices de cura do câncer.

Na Paraíba, os recursos serão revertidos para a Associação Donos do Amanhã, uma instituição sem fins lucrativos que trabalha junto às crianças portadoras de câncer que fazem tratamento no Hospital Napoleão Laureano (HNL), em João Pessoa.

O montante arrecadado será usado para construir e equipar a nova Unidade de Internação Infantil do HNL, único centro de referência no tratamento do câncer infantojuvenil no Estado, que trata crianças de toda a Paraíba.

Além dos sanduíches Big Mac vendidos nos restaurantes McDonald’s de João Pessoa e Campina Grande, a venda de produtos promocionais como camisetas e adesivos também compõe a arrecadação da campanha no Estado.

PARA REFLETIR: cerca de 100 novos casos de câncer infantojuvenil são diagnoticados anualmente na Paraíba. Apesar dos avanços, o câncer ainda é a primeira causa de morte por doença na faixa de 5 a 19 anos. Por isso é tão importante continuar os esforços para implantar uma rede ampla e eficiente de tratamento e apoio. A arrecadação do McDia Feliz contribui com esse trabalho.

(Com informações da assessoria de imprensa)

Postado por: Angélica Lúcio

Pão de Açúcar e SOS Mata Atlântica lançam novas ecobags

26/08/2010 13:30

O Grupo Pão de Açúcar lança novos modelos de sacolas retornáveis em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica. Parte da renda da venda das sacolas é destinada aos projetos da fundação. A iniciativa reforça a parceria de cinco anos de sucesso entre a rede supermercadista e a fundação.

 

A oferta de ecobags faz parte do programa de estímulo ao consumo consciente e à utilização de embalagens alternativas. Para o Grupo Pão de Açúcar, “a renovação dos modelos é uma das formas de comunicar o programa e de atrair os clientes para a causa”. A rede oferece oito modelos de sacolas e já comercializou, desde o início do projeto,em 2005, mais de 880 mil sacolas, sendo cerca de 212 mil só em 2010.

 

Para incentivar o uso das sacolas retornáveis, o programa de relacionamento “Pão de Açúcar Mais”, da rede Pão de Açúcar, criou em março de 2009 uma promoção que beneficia com pontos a mais os clientes que utilizarem sacolas retornáveis em suas compras. Os pontos são trocados por vale-compras. Cada R$ 1,00 é igual a 1 ponto.

 

O uso de sacolas retornáveis garante cinco pontos a mais para os clientes. A ação já contabilizou mais de 5.500 milhões de pontos desde o seu início. Isso significa que mais de 3.620 milhões de sacolas plásticas deixaram de ser usadas pelos clientes do programa.

 

Postado por: Angélica Lúcio

HSBC lança prêmio de jornalismo sobre sustentabilidade

11/08/2010 15:44

O HSBC e a publicação Jornalistas&Cia lançaram um prêmio de jornalismo voltado para “Imprensa e Sustentabilidade”. A ideia é que o concurso se iguale em importância a outros já consagrados prêmios de jornalismo no Brasil, como Esso, Embratel, Vladimir Herzog e Ayrton Senna.Ao todo, serão distribuídos R$ 89 mil. As inscrições estão abertas e encerram-se às 24h do dia 8 de outubro deste ano.

O Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade foi criado com os objetivos de incentivar a multiplicação de conteúdos editoriais sobre sustentabilidade em toda a mídia brasileira e de disseminar esse conceito junto aos jornalistas e demais formadores de opinião. Anualmente, serão premiados jornalistas, veículos e uma personalidade.

O concurso instituído pelo HSBC inclui três categorias: mídia nacional; mídia regional; e Grande Prêmio. Além disso, haverá três premiações especiais, que não envolvem dinheiro ou qualquer tipo de pagamento em espécie: Prêmio Veículo do Ano em Sustentabilidade; Prêmio Veículo do Ano Especializado em Sustentabilidade; Prêmio Personalidade do Ano em Sustentabilidade. Os vencedores dessas três categorias serão escolhidos por um Conselho Consultivo integrado por personalidades da Academia e de ONGs reconhecidas pelo trabalho realizado neste campo.


Para mais informações sobre o prêmio, acesse: http://www.premiojornalistasecia.com.br/premio

Postado por: Angélica Lúcio

O produto que você compra é sustentável ou passou por uma "lavagem verde"?

04/08/2010 09:49

Reportagem do jornal Folha de São Paulo, publicada no dia 27 de julho passado, mostra que o discurso da “sustentabilidade” tem se tornado apenas estratégia de marketing para muitas empresas brasileiras.

A matéria aponta que a oferta crescente de bens ecologicamente corretos esconde, na verdade, uma “lavagem verde” (greenwashing). Uso de termos sem significados claros, divulgar informações que só um cientista pode verificar ou “vender” um produto nocivo como ecológico estão entre as jogadas das empresas para aproveitar a onda da sustentabilidade.

Com isso, o consumidor brasileiro enfrenta dificuldades na hora de optar por um produto sustentável e corre o risco de ser enganado. Confira, a seguir, dados interessantes pinçados da matéria da Folha e que podem lhe ajudar no momento de colocar mais um produto no carrinho de compras.

 

O QUE É PRODUTO SUSTENTÁVEL?

  1. São aqueles que oferecem benefícios ambientais, sociais e econômicos em relação a seus pares;

  2. Ao mesmo tempo, se preocupam com questões de saúde pública, bem- estar social e ambiente, da extração de matérias-primas ao descarte final;

  3. Isso inclui maior índice de itens recicláveis e menor consumo de energia e de água nas etapas de produção;

  4. Também inclui mitigação das emissões de CO2 e menor índice de componentes tóxicos.

DEZ EVIDÊNCIAS DE “GREENWASHING” (LAVAGEM VERDE)

  1. Linguagem fofa – Usar termo sem significado calro. Ex.: “amigo do planeta”

  2. Produtos verdes x empresas sujas – Ex.: Lâmpadas eficientes feitas em fábrica poluidora de rios.

  3. Imagens sugestivas – Imagem “verde” sem justificativa, como flores saindo de um escapamento de carro.

  4. Crédito Irrelevante – Enfatizar atributo ecológico mínimo quando o resto do produto não é verde.

  5. Melhor da classe? Declarar produto como melhor de uma categoria que tem péssimas referências.

  6. Improvável – Produto nocivo passa por ecológico. Ex.: cigarro “verde”

  7. Jargões – Usar informação que só um cientista pode verificar.

  8. Amigos Imaginários – Informações que parecem endossadas por terceiros, mas são maquiadas.

  9. Sem provas – Qualidade ecológicas sem comprovação.

  10. Mentiras – Informações e alegações totalmente falsas.

 

 

     

 

 

Postado por: Angélica Lúcio

De sonhos, prazos e planos de governo

30/07/2010 12:42

- Mamãe, quando a gente vai morar na nossa própria casa?

-  Não sei filho, talvez no ano que vem. 

- Mas você disse que seria este ano! 

- Disse, sim, filho, mas papai e mamãe não tiveram dinheiro para a construção! 

- Então você mentiu pra mim! 

- Menti não, filho. 

- Mentiu sim. Você prometeu que a gente iria morar numa casa este ano e agora a gente continua no apartamento. Você me enganou!!!

O diálogo acima - travado com meu filho Pedro, de 6 anos de idade - levou-me a refletir sobre a responsabilidade que temos com o sonho dos outros. Daí para eu fazer uma relação com as promessas feitas pelos atuais postulantes ao governo da Paraíba, foi um pulo.

Pensando no que os políticos sonham e projetam para o nosso Estado, busquei informações no site do Tribunal Superior Eleitoral, onde há um painel com informações sobre todas as candidaturas. Chamou-me a atenção, inicialmente, encontrar plano de governo que cabe em uma única página!

Será que o desafio de governar um Estado com 223 municípios, população de cerca de 3,7 milhões de habitantes e inúmeras mazelas sociais não deveria ser encarado com mais seriedade? Mais: com que intenção tais planos de governo não detalham números, explicitam metas e prazos de realização?

Por que são tão genéricos e, em alguns aspectos, semelhantes demais? Sendo todos tão parecidos, no geral, o que os diferencia para que mereçam meu voto? Será que, num eventual êxito nas urnas, tais postulantes temem ser cobrados, no futuro, pelo que deixou de ser realizado?

Em alguns programas de governo, as palavras mais usadas são “melhorar, ampliar, reestruturar, implementar, impulsionar, valorizar, fomentar, consolidar, reorganizar”.

Priorizar o turismo como alternativa de desenvolvimento e de geração de emprego e renda, através de projetos estruturantes”.

 

 “Vencer o analfabetismo, melhorar a qualidade do ensino, ampliar acesso à pré-escola”.

 Dar maior proteção legal e administrativa a segmentos socialmente discriminados e maior severidade na repressão às formas de discriminação”.

 “Ampliar as políticas estaduais afirmativas das diversidades e dos direitos humanos, visando à promoção da igualdade étnico racial”.

 “Ampliar a rede de assistência às vítimas de violência”.

O que é ampliar? Passar de uma unidade para cinco? Será que este “ampliar” atende às necessidades da população? Com base em que dados sabe-se que há necessidade de “melhorar, ampliar, reestruturar, potencializar, fortalecer, consolidar ou reorganizar”?

O que querem dizer mesmo com “consolidar o efetivo exercício do controle social”? Isso vai acabar com a miséria no Estado? Passa de metade da população o número de pessoas na Paraíba em situação de pobreza absoluta, segundo estudo divulgado recentemente pelo Ipea - o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Esse tanto de verbo no infinitivo vai resolver esse problema? Quando?

Ou ainda: “Redução qualificada da violência com base na análise criminal”. Esta proposta me garante o quê, realmente? Posso sair às ruas sem correr o risco de ser assaltada, sequestrada ou estuprada? Aquele meu colega de redação deixará seu carro estacionado sem medo na calçada? Ou terá o carro roubado novamente? Quantas manchetes sobre assaltos e arrombamentos teremos de publicar no jornal antes que a “redução qualificada da violência” aconteça?

Os exemplos de propostas sem pé no chão ou que não têm como ser cobradas no futuro são vários nos programas de governo. Como a maioria da população ainda não se preocupa com isso e o moído político é o que predomina nas discussões de campanha, fica tudo por isso mesmo. E nenhum plano de governo é debatido e questionado em profundidade.

Agora, como levar a sério programas de governo elaborados para quatro anos (2011-2014) que não apontam como as propostas em questão serão executadas? Será que irão ressuscitar o famoso pó de Pirlimpimpim, tão desejado por mim quando criança? Ou terão ajuda do Mister M, aquele mágico que emplacou a audiência da Globo durante várias noites no Fantástico?

Insisto: como encarar como responsável um programa de governo que propõe como um dos pontos para governar a Paraíba a “elaboração de um verdadeiro plano de moradias populares”? O que é “verdadeiro” para esse candidato a governador? Esse plano sairia do papel quando? Outra: como dimensionar o alcance de um plano que prevê “avanço na infraestrutura do Estado, no que tange aos recursos hídricos, saneamento ambiental, malha viária, matriz energética e infovias”, mas não informa de que forma isso será feito?

Na redação, sempre cobro dos repórteres que a notícia traga informações básicas: o quê, quem, quando, como, onde, por quê, para quê. E também é isso o que espero dos candidatos ao governo – que apontem de forma clara o que sonham para a minha pequenina e querida Paraíba e me digam, na prática, como isso será feito, com quais recursos, em qual prazo.

Que deixem para trás as expressões rebuscadas, os chavões de campanha (como “educação pública, gratuita e de qualidade”, “Equidade, Universalidade, Qualidade e Integralidade para Emancipação social”) e se voltem para propostas viáveis, ideias que saiam do campo das nuvens e tenham cheiro e gosto de terra.

Quero propostas, ideias, planos e soluções que possam em um, dois ou quatro anos passar pelo crivo público, ou pelo dedo indicador de uma criança de 6 anos apontando que, mais uma vez, você, candidato, mentiu e nos enganou!!!

 

 

Postado por: Angélica Lúcio

O Brasil do futuro ou o país de São Saruê tinha verba pública bem aplicada

21/07/2010 09:54

Um concurso da Controladoria-Geral da União (CGU) propõe que estudantes do Ensino Fundamental e Médio de todo o país façam uma redação sobre o tema “Como será o futuro do Brasil com o dinheiro público bem aplicado?”

 

 Tendo como mote a proposta feita pela CGU, resolvi imaginar que país eu gostaria de encontrar no futuro. A primeira lembrança que me veio à mente foi o cordel “Viagem a São Saruê”, de Manoel Camilo dos Santos, ao qual tive acesso ainda criança, quando estudante do Instituto Educacional Vera Cruz, em Patos, no Sertão paraibano.

 

No texto, o país de São Saruê é o lugar melhor do mundo que há: “Lá existem tudo quanto é beleza/ tudo quanto é bom, belo e bonito/parece um lugar santo e bendito”, conta o cordel.

 

Longe da poesia popular, arrisco-me a acreditar que, na fictícia terra visitada por Manoel Camilo dos Santos, os recursos públicos eram aplicados com ética e transparência.

 

Em São Saruê, imagino, a aplicação das verbas para Educação e Saúde nunca virou manchete nos jornais. Enquanto isso, o Brasil perde R$ 41,5 bilhões (ou 1,38% do PIB) a cada ano, devido à corrupção. Os dados, divulgados em maio passado, integram o relatório “Corrupção: custos econômicos e propostas de combate”, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

 

Em São Saruê, acredito, além de só haver mulher formosa e os velhos poderem tomar banho na fonte da juventude, as crianças não tinham medo de colocar o pé no chão e nunca adoeciam por conta de esgotos a céu aberto. Por aqui, ao contrário, segundo pesquisa recente feita pelo Instituto Trata Brasil e a Fundação Getúlio Vargas, apenas 43,5% dos brasileiros são atendidos pela rede de esgotos.

 

Para exercitar a mente e provocar a discussão, aponto abaixo o que eu gostaria de ver nas cidades brasileiras do futuro. E queira Deus - e São Saruê - que esse novo tempo não tarde a chegar:

 

-  Todas as crianças na escola, com acesso a livros, laboratórios, merenda de qualidade e espaços físicos adequados para a prática de esportes;

 

- Fim do déficit habitacional, com moradia digna para a população brasileira. A gente batalhadora desse Brasil precisa de um lugar para chamar de seu. Daí a necessidade de se colocar em prática políticas habitacionais sérias e que não surgem apenas em ano eleitoral;

 

- Gente doente sendo tratada com respeito, com práticas e medicamentos adequados e no tempo certo. A Saúde pública deve ser encarada com seriedade: as unidades de saúde precisam ter infraestrutura para atender bem os pacientes, e isso também passa pela contratação de pessoal capacitado e com direito a remuneração digna;

 

- Profissionais da Educação motivados, devidamente capacitados, trabalhando com prazer e sendo encarados como peças fundamentais para o desenvolvimento do país;

 

- Ruas sem esgoto a céu aberto, cidades saneadas, população com acesso a água potável;

 

- Otimização dos programas de renda mínima: as ferramentas de transferência de renda não podem ser encaradas como esmolas ou muletas para a manutenção de algum gestor público no poder. A miséria existe e precisa ser contida, sim, mas ao lado desses programas deve haver ações eficazes que levem à geração de emprego ou ao fomento do empreendedorismo. É o velho ditado que precisa ser ressuscitado: não adianta dar o peixe, precisa ensinar a pescar;

 

- Rios de água cristalinas, matas floridas, animais em seu habitat natural. O meio ambiente tem de ser preservado e o homem precisa aprender a conviver bem com o espaço em que vive e atua. As palavras da vez, mais do que nunca, são eco-eficiência e desenvolvimento sustentável, mas isso tem de passar de verbo, apenas, à prática do cotidiano; 

 

- Crianças, adolescentes e jovens longe da drogas. Está mais do que na hora de encarar esse problema de frente, com repressão ao tráfico de entorpecentes e um jeito novo de cuidar dos dependentes químicos. As autoridades precisam investir em prevenção e reabilitação, com profissionais experientes e estabelecimentos públicos adequados;

 

- Transporte público eficiente a um custo acessível para a maioria da população. Cidades bem planejadas, com estudos sobre tráfego e “desafogamento” de vias.

 

Como você imagina o Brasil do futuro com os recursos públicos bem aplicados? Envie uma mensagem para o blog, relate o seu 'sonho de país melhor' ou então participe do concurso proposto pela CGU. O mais importante aqui é a gente parar para refletir e ver que, da forma como está hoje, com muito dinheiro público sendo desviado para o bolso de maus gestores, não dá mais. Olho vivo na hora de escolher em quem você vai votar nas eleições deste ano! Um Brasil melhor, essencialmente, passa por aí!

 

Atenção: Os trabalhos para o concurso da CGU devem ser enviados até o dia 8 de outubro deste ano. O regulamento completo está disponível na internet: www.cgu.gov.br.

 

 

Postado por: Angélica Lúcio

Cadê a educação que estava aqui? A falta de compromisso comeu

06/07/2010 10:20

Uma escola pública no Brasil tira nota 0,5 no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), mas o fracasso é atenuado. As vozes oficiais preferem destacar que metas definidas pelo Ministério da Educação foram atingidas na maioria dos Estados brasileiros. Mais: a desgraça (que não é pouca) de nossos milhares de alunos dói menos do que a derrota da seleção brasileira na Copa da África do Sul.

 

Somos 190 milhões de mentes e corações que se moldam em verde-amarelo, que se travestem de vuvuzelas compradas nas lojas de importados, mas impotentes para exigir “educação pública e de qualidade” para nossos filhos. O trecho anterior em aspas  virou jargão sindicalista, mas a evolução tão esperada no ensino brasileiro não veio.

 

Durante uma discussão sobre o tema, uma colega de trabalho não entendia minha indignação com resultados tão pífios expostos pelo Ideb. “Mas são alunos de escolas públicas! Você esperava o quê, Angélica?”

 

Esperava mais – e sempre espero.  Sim, são alunos de escolas públicas e, principalmente por isso, merecem mais. Afinal, seus pais, além de impostos pagos a cada produto ou serviço adquiridos no Brasil, também depositam ali esperança: de sair do barraco, de não depender do Bolsa Família, de ver no filho um sonho realizado. Outra: são esses alunos com notas tão baixas que depois vão disputar vagas em universidades públicas, ao lado de quem teve uma educação melhor. Pergunto: é desse lote de pontuações grotescas que sairão profissionais aptos ao mercado de trabalho?

 

Ora, se me contento ao ver alunos da Paraíba atingir nota 3,9,  festejo junto às autoridades por isso e esqueço que também há paraibanos tirando nota 0,5 é porque eu também quero muito pouco da vida.

 

“Cadê o queijo que estava aqui? O rato comeu!” Brinca há décadas a meninada. E por que não propor versinhos diferentes? Cadê a educação que estava aqui? A falta de compromisso comeu!!! A falta de vergonha na cara levou!!! O jeitinho brasileiro, paraibano, maranhense, sergipano de forjar dados, de fraudar licitações, de engabelar o povo, matou!!!

 

Nota 0,5 é zero. Média 1,4 significa zero para a educação também. Como não passa de zero a média que merecem nossos políticos, tão ávidos em somar e recontar apoios na surdina. Tão espertos – e olha que nisso eles têm expertise mesmo – na hora de justificar porque não investem, na Educação, o percentual mínimo de 25% exigido pela Constituição Federal!

 

Tão dissimulados são os nossos “doutores da politicalha” ao fingirem que pagam o piso nacional da educação aos professores! Tão ardilosos, quando fazem festa com toda a pompa de inauguração, apenas para assinar uma ordem de serviço de uma obra futura – que muitas vezes sequer sai dos textos informativos enviados para a imprensa...

 

Perdoe-me se você pensa diferente! De minha parte, não consigo enxergar seriedade ou mesmo inspiração para um mundo melhor num município, num Estado, num país que não levam a sério a educação de suas crianças e jovens! Numa escola particular, meu filho aprendeu a ler aos 5 anos de idade. Uma priminha sua, que estuda na rede pública no vizinho município de Santa Rita, vai completar 10 anos sem ter o mesmo êxito.

 

Os dados apontados pelo MEC sobre o ensino na rede privada também não são o que a classe média esperava, mas todos fingem que o mundo das letras e números está às mil maravilhas. E vão empurrando isso pra frente, com o notebook no colo, o Ipad na mão, a tão imensa TV de LCD na sala... Afinal, há dinheiro sobrando para se pagar um professor particular, o cursinho pré-Enem, um “reforço” para o filho que acabou de concluir o curso de Direito, mas que não se confia na hora de encarar a prova da OAB.

 

Hummm, educação de qualidade, nota baixa no Ideb, professores com salários aviltantes...  Será que nada disso tem a ver com o processo eleitoral? Se você tem alguma dúvida, deixo aqui a provocação: pesquisando bem, em três meses será possível enxergar além das promessas de campanha. E ver quem, de fato, não segue a vida política pela Cartilha da Enrolação.

 

 

 Em tempo: Entre os municípios com as piores notas no Ideb 2009 na 4ª série estão cinco cidades da Bahia, duas do Piauí, duas da Paraíba e uma do Pará. Para saber mais sobre o Ideb, acesse: www.mec.gov.br

 

Postado por: Angélica Lúcio

Itaú Unibanco lança Prêmio de Finanças Sustentáveis

05/07/2010 11:58

Atento a tendência  de que a sustentabilidade está cada vez mais presente na sociedade e no meio empresarial, o Itaú Unibanco lançou a nova edição do Prêmio Itaú de Finanças Sustentáveis, voltado para a produção acadêmica e trabalhos jornalísticos. 

 
O projeto é realizado com o apoio da consultoria britânica SustainAbility, entidade reconhecida internacionalmente por trabalhos ligados à sustentabilidade. O Instituto Ethos, referência nacional  na promoção da responsabilidade social corporativa, também é parceiro nessa empreitada. 
 
O Prêmio Itaú de Finanças Sustentáveis acontece a cada dois anos e está inserido em um programa  da instituição, cujo objetivo é criar uma grande rede de reflexão sobre o tema finanças sustentáveis, ao incentivar a produção de matérias jornalísticas e trabalhos acadêmicos. 
 
As inscrições já começaram e se estendem até o dia 10 de agosto, pelo site www.itaufinancassustentaveis.com.br. O autor do melhor trabalho, em cada modalidade, vai ganhar um prêmio de R$ 10 mil e terá inscrição assegurada na Conferência Internacional Ethos 2011.
 
Além disso, os trabalhos vencedores poderão ser divulgados nos sites do Programa, Instituto Ethos e SustainAbility e serão analisados e comentados por John Elkington, fundador da SustainAbility. Os editores responsáveis pelo trabalho também serão reconhecidos, ganhando um Netbook Itautec.
 

Postado por: Angélica Lúcio

Entidades da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia lançam manifesto contra a corrupção

02/07/2010 09:37

Entidades ligadas ao Confea e ao Crea publicaram esta semana, em jornais de circulação nacional, um manifesto contra a corrupção, assinado por órgãos da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia.

 
Confira o texto na íntegra:
 
A prática da corrupção compromete a economia, a gestão pública e a privada, o desenvolvimento sustentável e a democracia. Segundo relatórios da Transparência Internacional, organização não governamental reconhecida pelo combate à corrupção, estão no comércio internacional de armas e nas relações entre o setor público e a iniciativa privada, aí incluída a construção, os maiores riscos de corrupção.
 
Na iniciativa privada, empresas continuam tendo papel destacado no pagamento de propinas a agentes públicos, membros de governos e partidos políticos, seja na forma de extorsão ou oferecidas de forma espontânea. Corruptores e corruptos são o lado da mesma moeda.
 
Para corrigir essa grave distorção, não basta o denuncismo. Medidas efetivas devem ser tomadas com urgência para estancar a sangria de recursos, que são perdidos anualmente no Brasil e que poderiam estar sendo utilizados para redução das desigualdades sociais e na conservação do planeta. A corrupção é um verdadeiro terremoto a devastar a vida social e a integridade das instituições.
 
Os profissionais e empresas da área tecnológica brasileira têm muito a contribuir no combate à corrupção. Em que pesem iniciativas importantes na área pública no que tange ao assunto, a sociedade brasileira carece de envolvimento maior dos agentes econômicos da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia na discussão, proposição e adoção de medidas que levem ao aperfeiçoamento dos processos de contratação e fiscalização de obras, projetos e serviços nessas áreas.
 
A corrupção ameaça a qualidade e segurança das obras e serviços prestados, rebaixa direitos sociais, contribui para a degradação do meio ambiente, impede a concorrência leal, os preços justos e a eficiência no mundo inteiro. Segundo o Relatório Global da Corrupção 2009, cartéis de fixação de preços, por exemplo, causaram perdas diretas aos consumidores, com superfaturamentos superiores a U$ 300 bilhões no mundo, no período de 1990 a 2005.
 
Para diminuir os índices de corrupção, os contratantes e prestadores de serviços na área tecnológica, públicos e privados, diante de situações de risco de corrupção, devem buscar parcerias na sociedade civil e no Estado, por meio de organizações não governamentais, do Ministério Público, da Controladoria Geral da União e dos Estados e Tribunais de Contas.
 
A transparência nas licitações e contratos deve, além de permitir acesso à informação, apresentar mecanismos de controle e fiscalização por parte da sociedade. Da mesma forma, em suas relações comerciais, governos e empresas devem adotar cláusulas antissuborno que impeçam saída irregular de divisas.
 
Empresários e profissionais liberais devem ser encorajados a abrir mão de práticas que ensejam a corrupção com receio de diminuírem suas perspectivas de negócios. As empresas com programas de combate à corrupção e normas éticas sofrem até 50% menos corrupção e estão menos sujeitas a perder oportunidades de negócios do que as empresas sem esses programas.
 
A conduta de cada indivíduo é importante nesse processo de conscientização, mas não podemos reduzir o problema da corrupção ao aspecto moral. É necessário aperfeiçoar processos, introduzindo mecanismos de transparência e controle social, recompor as estruturas técnicas de planejamento, fiscalização e controle e exigir a implantação de medidas anticorrupção em cada negócio.
 
O aparato legal existente deve ser protegido e aperfeiçoado, impedindo com rigor qualquer tipo de flexibilização que abra brecha para a ameaça da corrupção. Nesse sentido, a discussão do Projeto de Lei 6.616/2009, que considera crime hediondo a corrupção praticada por agentes públicos, merece ser apoiada por todos, bem como a transparência no financiamento público e privado de campanhas eleitorais.
 
Já em relação às alterações da Lei de Licitações, em discussão na Câmara dos Deputados e no Senado, consideramos indispensável que sejam incluídas: a obrigatoriedade da existência, previamente à licitação do empreendimento, de projetos técnicos completos, com nível de detalhamento necessário, orçamentos detalhados com responsabilidade técnica claramente identificada e punições rigorosas para casos de comprovada corrupção. Consideramos ainda que as modalidades de contratação de serviços e obras na área tecnológica, por sua natureza técnica especializada, não podem ter o mesmo tratamento das contratações de compras de bens e serviços comuns. Isso enseja graves riscos de distorções na qualidade e na relação custo-benefício, comprometendo desnecessariamente recursos públicos no médio e longo prazos.
 
Ciente de suas responsabilidades com a sociedade brasileira, as organizações signatárias abaixo lançam o presente Manifesto, comprometendo-se a envidar todos os esforços para apresentar ao País os melhores caminhos para superar as práticas de corrupção nas áreas da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia, valorizando e reconhecendo relações sociais e econômicas pautadas pela ética na transparência.
 
O nome das entidades que apoiam o manifesto acima pode ser conferido no site www.confea.org.br

Postado por: Angélica Lúcio

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