Veneziano fica na PMCG para honrar compromissos e Ana Cláudia ainda é opção
Até as freiras do convento “mamãe eu quero ser santa” sabem por que Veneziano não pode deixar a prefeitura de Campina Grande antes do final do mandato.
Vão dizer que não é verdade o que vou dizer agora, mas o Cabeludo fez das tripas coração para se reeleger e, no calor da disputa, contraiu empréstimos que terá que pagar escalonadamente até 2012.
É o que popularmente se chama de sinuca de bico.
Até o mais ingênuo dos paraibanos sabe que a soma do que um político gasta em uma campanha é inferior à soma do que vai receber nos quatro anos de mandato após eleito. Isso formalmente.
Uma prefeitura como a de Campina, cujo orçamento é de mais de 700 milhões ano, possibilita mil e uma formas de o gestor agradar a quem lhe financiou até ganhar o “perdão”.
Se Veneziano aceitar a vice deixará Zé Luís segurando a promissória do papagaio. Ele até pode e vai querer honrar, pois é litisconsorte, mas a saúde de Zé inspira cuidados e o presidente da Câmara, Nelson Gomes, é Cássio indo e voltando.
E Ana Cláudia? Se a esposa de Veneziano for a vice toda vez que Maranhão viajar ela terá que sair da Paraíba também e aí quem assume é o presidente da Assembléia. Se ela assumir Veneziano não poderá disputar o governo em 2014. É uma opção possível, mas problemática.
Na lista de Maranhão Luciano é a última opção. Chupando picolé de manga ele aguarda sua vez
Quando setores da mídia e do PT dizem que Luciano Cartaxo está sendo martirizado, na verdade querem dizer que o PT não pode ser subestimado. Tem excelente tempo de guia, é o partido do presidente que mudou o Brasil e da candidata que mais cresce nas pesquisas.
Ter o PT no palanque é tirar uma casquinha das coisas positivas que o partido é responsável, mas também é assumir o ônus por ter escolhido um candidato à vice que tem base em João Pessoa e não acrescenta quase nada eleitoralmente falando.
Luciano é uma figura leve, blindada e rejuvenesce a chapa maranhista com sua fina estampa. E só.
Mas não é culpa sua se o PT paraibano não tem densidade, pois perdeu e perde muito tempo com as intrigas internas e dezenas de rachas. Ricardo é o fruto de uma delas.
Chego à conclusão que a única maneira de Maranhão convencer o PT a abrir mão da vaga de Luciano seria convencer Veneziano.
Como não vai, e não vai mesmo, Luciano Cartaxo será o vice, mais uma vez. Anotem aí. O cara é predestinado.
O presidente da Câmara, Durval Ferreira, impediu investigação com o voto de minerva
Durval Fereira, sempre ele, foi o responsável pela derrota do requerimento que pedia uma Sessão Especial para investigar denúncias contra o Orçamento Democrático. O mesmo Durval que, com o seu voto de minerva salvou temporariamente o prefeito Ricardo Coutinho, tem o paradeiro de parte dos recursos da Câmara questionando por vereadores como Felipe Leitão e Raíssa Lacerda.
Só resta agora um caminho aos vereadores da oposição. Bater às portas do MP e exigir uma investigação para as graves denúncias feitas aqui em nosso blog por delegados e conselheiros do Orçamento Democrático.
No que se refere a Durval, sugiro que as suspeitas contra sua gestão também sejam investigas pelo Tribunal de Contas. É o que se diz de acertar dois coelhos com uma só cajadada.
Uma massa flutuante do eleitorado aderiu ao voto útil
Sou daqueles que respeita qualquer pesquisa. E a pesquisa do Instituto Consult tem credibilidade em qualquer veículo que seja veiculada. Qualquer instituto que sonde os eleitores neste momento vai oferecer números parecidos. Os candidatos postos sabem disso, pois acompanham o humor das ruas com sondagens para consumo interno.
Partindo desse principio, os números do Consult correspondem à realidade. É uma fotografia do momento.
Maranhão lidera a disputa e já começa a consolidar uma dianteira folgada. Tem 40,1% contra 32.6% de Ricardo Coutinho e apenas 8,7% de Cícero Lucena.
Os números não mentem e revelam um ligeiro declínio na intenção de votos para Ricardo e Cícero. O primeiro vitimado pela incoerência das alianças com Cássio e Efraim, principalmente, e o segundo vitimado pelo voto útil.
E estes votos estão migrando para o governador Maranhão e são daqueles eleitores que não gostam de perder eleição. O chamado voto útil.
Não me surpreendo com o recuo da candidatura de Ricardo(32,7%) na grande João Pessoa. Perde em quase todos os municípios e na Capital vence por margem mínima quando somados os votos de Maranhão(24,9%) e Cícero(12,4%).
Ee ainda tem aquele grupo que opta por Cícero sensibilizado pela postura de vítima ou porque não quer entrar na briga entre Cássio e Maranhão.
Sem tirar nem por estes são os números. Ao invés de chorar o leite derramado quem ficou em desvantagem deve usar o levantamento de dados a seu favor, reciclando idéias, posturas e equipe.
Já quem aparece na frente alerto para não incorrer no erro primário do já ganhou.
Resumo da ópera: se a eleição fosse hoje Maranhão seria reeleito com ou sem a ajuda de Cícero. Mas tem muita água pra rolar por debaixo da ponte.
É doloroso aguentar Veneziano fazendo beicinho e Vitalzinho dando bicudos na porta da chapa majoritária. Para José Maranhão é igual a dor de unha encravada.
Exercitar-se no tabuleiro de xadrez inserindo Ana Cláudia no debate foi uma jogada de mestre.
Quer situação mais manjada do que esposa de um irmão caçula tomando as rédeas do destino do marido para cortar o cordão umbilical com a mãe ou irmão mais velho?
Para mostrar que também joga, Vitalzinho voltou a infernizar o debate jogando o PT contra aqueles que insistem em rifar Luciano Cartaxo.
E é no meio desse fogo amigo que a chapa maranhista vai ganhando forma. Por exemplo, ontem houve rega-bofe na Granja Santana até altas horas. Petistas e Maranhão à mesa.
Prato principal: a vice pra Luciano Cartaxo.
Sobremesa: a vice pra Luciano Cartaxo.
Lá pelas tantas Maranhão bocejou e ninguém decidiu nada. Na saída sonolento ele ainda disse que o vice dos sonhos é Veneziano.
Que os tucanos adoram um muro todo mundo já sabe. O que vai ficar sabendo agora é que o mesmo problema de indefinição que afeta a candidatura de Cícero ao governo da Paraíba, lá em São Paulo Geraldo Alckmin também vivencia.
Nos dois casos a indefinição de José Serra tem mantido ambos em cima do muro aguardando um start.
Não que queiram. Na verdade precisam que Serra desça do muro já e sinalize aos diretórios e lideranças que é candidato.
A protelação de Serra mantém o enrolation de Cássio com Ricardo e atropela Cícero. Lá em São Paulo, Geraldo Alckmin não pode avançar na campanha ao governo, pois há boatos de que Serra não é candidato a presidente.
Talvez o muro seja mesmo o melhor lugar para esses tucanos. Por enquanto.
Completamente sem futuro e só para encher lingüiça essas reuniões de Cássio com quase ex-aliados, a exemplo do deputado federal Wellington Roberto, com quem o ex-governador almoçou hoje em Brasília.
Wellington me disse que discutiram a conjuntura presente e futura e só.
Cássio ouviu de Wellington a mesma posição que externa na mídia; Wellington ouviu de Cássio o que este faz questão de antecipar via twitter.
O máximo que se pode dizer desta reunião é que serviu para deixar o canal de diálogo desentupido. Um pediu voto ao outro para senador e seguiram seus caminhos.
Um passarinho me contou que o presidente do PR decide o seu rumo nos próximos dias. Cá pra nós: Wellington e Cássio agora são como água e vinho, não se misturam.
A exemplo do Valentina Figueiredo, a situação do PSFS é muito ruim
Na segunda parte da entrevista com o presidente da Fepac, ele afirma que a gestão Ricardo Coutinho usou o Orçamento Democrático como desculpa para fechar hospitais. Edson Cruz lembra o fechamento do Hospital de Mangabeira, que aos olhos do público foi uma decisão coletiva do povo, quando na verdade foi uma decisão do gestor Ricardo, que mobilizou delegados de todos os bairros para garantir sua aprovação.
“Nos PSFS a situação é precária e falta desde médico até medicamentos. Tem lugar que o prédio está caindo," denucia.
Amanhã voltaremos a postar depoimentos de delegados do Orçamento Democrático.
Para o presidente da Fepac, Ricardo Coutinho persegue lideranças nos bairros da Capital
O presidente da Federação Paraibana das Associações Comunitárias - Fepac, Edson Cruz, considerou como gravíssimas as denúncias que estão sendo feitas por delegados e conselheiros do Orçamento Democrático contra a gestão Ricardo Coutinho.
Ele afirmou que Ricardo em um primeiro momento utilizou-se do Orçamento para se aproximar das lideranças e depois barganhou apoio político através da oferta de empregos.
“Ricardo atropelou as associações e os vereadores”, disse o presidente da Fepac, acrescentando que defende uma investigação por parte do Ministério Público e da própria Câmara, acerca das denúncias que estão sendo feitas sobre uso da máquina para eleger vereadores e promover o prefeito politicamente.
Veja o vídeo. E daqui a pouco tem mais depoimentos de delegados do Orçamento Democrático.
A vereadora Sandra Marrocos, do PSB, voltou a ser atacada pelo delegado do Orçamento João Bosco, que disse que “o melhor almoço que participei até hoje foi o de uma plenária que virou festa de aniversário de Sandra”.
Ele conta que foi na Bica e que tinha garçons que trabalham na PMJP e transporte trazendo e levando delegados e conselheiros do Orçamento democrático pra lá e pra cá.
“Quem elegeu Sandra foi o Orçamento Democrático. Com balelas, prometendo coisas absurdas nos bairros”, finalizou.
Daqui a pouco tem mais depoimentos. Veja o vídeo